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Devocional de BYU-Pathway Worldwide

"Criar Famílias Centradas no Evangelho"

31 de Outubro de 2025
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Presidente Brian K. Ashton: Queridos alunos da BYU-Pathway, estou aqui com o élder David A. Bednar, do Quórum dos Doze Apóstolos. Élder Bednar, obrigado por estar conosco hoje.

Élder David A. Bednar: Obrigado. O prazer é todo meu.

Presidente Ashton: Estamos animados por você estar aqui. Queremos que isso seja um pouco mais informal. Não temos roteiro. O élder Bednar e eu vamos apenas conversar. E esperamos que vocês se sintam como se estivessem aqui conosco.

Élder Bednar, todos nós queremos a família ideal do evangelho. Porém, muitos de nossos alunos vêm de famílias que não alcançam esse ideal. Os líderes seniores da Igreja entendem o que é vir de uma família que passa por essas dificuldades?

Élder Bednar: Sem dúvida. Vamos considerar apenas três ou quatro exemplos atuais. O presidente Nelson cresceu em um lar onde sua mãe e seu pai não frequentavam a igreja regularmente. O presidente M. Russell Ballard, ex-presidente do Quórum dos Doze, cresceu em um lar onde seus pais não eram ativos. Jeffrey R. Holland, em sua infância, cresceu em um lar onde seu pai não era muito ativo. Então, o presidente da Igreja e os dois últimos presidentes do Quórum dos Doze Apóstolos entendem perfeitamente o que é crescer em um lar que não é o ideal e nem perfeito.

Vou compartilhar algo pessoal. Meu pai não era membro da Igreja, mas minha mãe era um membro fiel. Quando eu era menino, minha mãe me ensinou a orar, e eu orava. Mas nunca fiz oração em família da maneira que costumamos imaginar até me casar.

Presidente Ashton: E posso perguntar, como você aprendeu a orar em família?

Élder Bednar: Tentamos descobrir como isso deve ser feito e depois experimentamos. Nesta noite, muitos rapazes e moças em todo o mundo estarão ouvindo e pensando: “Nunca me mostraram como fazer isso”. Isso começa com vocês. E, de certa forma, isso pode até ser uma vantagem.

Como vocês sabem, trazemos tradições e padrões maravilhosos de nossa família, mas quando nos casamos, às vezes surge uma discussão entre marido e mulher sobre quais desses hábitos com que eles cresceram vão fazer parte do lar que estão construindo. Então, se você e seu cônjuge orarem e tomarem decisões juntos, farão o que é certo para sua família, considerando o tempo e a situação em que vivem.

Presidente Ashton: Isso é muito útil, obrigado.
Se nossos alunos não viveram em uma família centralizada no evangelho, que conselho você daria a eles sobre como edificar e liderar uma família justa, além do que acabou de dizer?

Élder Bednar: Certo. Tudo começa com vocês. Quando eu servi na BYU-Idaho, lembro-me de uma mensagem que o presidente Gordon B. Hinckley proferiu sobre não se tornar um elo fraco na corrente de suas gerações. 1
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Gordon B. Hinckley, “”, (devocional do Ricks College, 7 de setembro de 1999), speeches.byui.edu; ver também “”, (devocional da Universidade Brigham Young, 30 de novembro de 1999), speeches.byu.edu.
Imaginem uma corrente, com um elo conectado a outro. A admoestação dele foi: Não seja o elo fraco que quebra a corrente. Bem, se não houver corrente, vocês são o primeiro elo e vão querer criar um que seja realmente forte e duradouro.
Em Doutrina e Convênios, lemos que os pais devem ensinar os filhos a compreender a doutrina de Cristo. 2
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Ver também .
Não quero que pareça que estou dando uma palestra, mas a maioria das pessoas interpreta isso de forma errada. As pessoas pensam que “entender” significa apenas compreender com a mente, mas esse não é o significado que está nas escrituras. O Senhor diz: “[Inclina] o teu coração ao entendimento”. 3
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; ênfase adicionada.
Não só a mente — apenas a mente não é suficiente. Inclina o teu coração ao entendimento.
A definição de revelação são pensamentos que vêm à mente e sentimentos que vêm ao coração. 4
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Ver também ;
Quando o que sabemos com a mente é confirmado como verdadeiro em nosso coração, esse é o começo do entendimento. Então, entender no contexto das escrituras é resultado de revelação, não é capacidade intelectual.

Eu diria que esse versículo está admoestando os pais a criar um lar onde o Espírito Santo seja o professor, não os pais. Os pais têm um papel a desempenhar; mas, no final, é o Espírito Santo que testifica ao coração. Quando o Espírito do Senhor está presente no lar e as verdades do evangelho são debatidas, o Espírito testifica a todos — a vocês, ao seu cônjuge e aos seus filhos.

Para mim, é isso que realmente significa ajudar os filhos a compreender e não apenas a repetir. Acho que muitos pais pensam: “Bem, na última vez você não prestou atenção. Vou falar mais alto, vou repetir, e desta vez você vai entender. Não, você não entendeu; deixa que eu faço — não é isso”. Viva o evangelho no lar, fale sobre ele com a ajuda do Espírito Santo, e então o Espírito concederá o dom de entendimento por meio do testemunho ao coração.

Presidente Ashton: Acredito que também ouvi a orientação de amar seus filhos, de se divertir com eles e de garantir que eles saibam que você se importa e que os ensina por amor — e não apenas para que se comportem de determinada maneira ou para causar boa impressão.

Élder Bednar: Aprender sobre o evangelho traz alegria. Temos três filhos. Quando eram pequenos, um deles estava se preparando para se batizar e o outro era dois anos mais novo. Nós dissemos: “Vamos memorizar as Regras de Fé”. E o mais novo se saiu melhor que o mais velho — e memorizou ainda mais rápido. Às vezes, estávamos no carro, fazendo alguma coisa, e eu dizia: “Sete!” (estalo de dedos). Eles competiam entre si para ver quem responderia primeiro.

Pode parecer algo bobo agora, mas, era o que fazíamos enquanto estávamos no carro. Em nossa geladeira, havia uma lista de escrituras que estávamos aprendendo e memorizando. Às vezes, eu perguntava: “Seção 89, o que ela diz?” E eles respondiam. “E a seção 107?” E eles conseguiam dizer qual era o tema principal de cada uma daquelas seções de Doutrina e Convênios. Então, traz alegria e nos edifica. Uma coisa não exclui a outra.

Presidente Ashton: Eu me lembro que você fez um discurso e disse que durante uma oração em família, um dos seus filhos estava usando um capacete de futebol americano. No meio da oração, ele disse algo como: “Hut, hut”. Foi isso que aconteceu?

Élder Bednar: Sim. Pedimos para ele fazer a oração, mas ele não queria tirar o capacete. Tinha sido o melhor presente que já recebera (risos), e ele não o tirava. Ele comia usando o capacete. Pedimos para ele fazer a oração, e ele começou a dar instruções de jogo em vez de dizer: “Nosso Pai Celestial” (risos). Não foi muito edificante, mas foi uma das coisas mais engraçadas que já aconteceram na nossa família.

Presidente Ashton: E como você reagiu a essa situação?

Élder Bednar: Bem, apenas ri muito.

Presidente Ashton: Sim.

Élder Bednar: Depois dissemos: “Certo, agora vamos tentar nos recompor, levar isso a sério e fazer uma oração significativa”.

Presidente Ashton: Acho que esse tipo de coisa é ótimo para as crianças.

Élder Bednar: E outra coisa, acho que muitos pais ficam frustrados, querem ter um debate sobre o Vem, e Segue-Me ou sobre alguma lição, e querem que seja uma coisa formal e que tudo saia exatamente como imaginam. Não me lembro de acontecer algo assim em nossa família. Sempre acabamos dizendo: “Não sei por que estamos fazendo isso, parece que não está funcionando”. Eu realmente acredito que nenhuma lição, nenhum momento de estudo das escrituras, nenhuma oração em família vai fazer uma enorme diferença de imediato. A diferença vem ao fazermos isso de maneira contínua.

Presidente Ashton: Como os nossos convênios e o templo nos ajudam ao trabalharmos para criar uma família centralizada no evangelho? Além disso, como esses convênios nos ajudam quando uma pessoa em nossa família usa o arbítrio para rejeitar o evangelho ou decide não fazer parte da família?

Élder Bednar: O presidente Nelson foi um verdadeiro pioneiro ao ensinar sobre a conexão por convênio entre sermos filhos por convênio do Senhor e o amor especial, afirmando que isso está disponível para nós por meio da conexão por convênio. Acho que subestimamos as crianças e o que elas são capazes de fazer. Elas são capazes de compreender a natureza de todos os convênios. Então, os convênios do templo podem ser ensinados às crianças muito antes de estarem na Casa do Senhor.

Esses convênios trazem o poder da divindade para nossa vida. Nas ordenanças do sacerdócio, manifesta-se o poder da divindade. E sem as ordenanças e sua autoridade, o poder da divindade não se manifesta aos homens e mulheres na carne. 5
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Essa é a razão pela qual temos uma Casa do Senhor. A coligação sempre teve o propósito de construir Casas do Senhor para que as pessoas tivessem acesso a esses convênios, a essas ordenanças e ao poder da divindade em sua vida.

Quando vemos como o mundo está confuso —, as pessoas podem dizer: “O que a Igreja está fazendo para ajudar?” Nós preservamos a autoridade, conservamos a doutrina pura e oferecemos os convênios e as ordenanças para que as pessoas possam ter o poder da divindade em sua vida, que é a solução para os males deste mundo e como podemos superá-los.

Agora, como é que nossos convênios nos ajudam quando alguém começa a se afastar? Joseph Smith e outros líderes da Igreja mencionaram um tipo de puxão, um puxão espiritual, se é que podemos dizer assim. Orson F. Whitney chamou isso de os “tentáculos divinos da providência”. A fidelidade dos pais não é capaz de salvar um filho rebelde, mas a fidelidade dos pais em honrar os convênios exerce um puxão espiritual. Agora, não sei como isso funciona, mas faz parte da conexão por convênio.

Então, a melhor coisa que um pai ou uma mãe pode fazer, se tiver um filho rebelde, é honrar os convênios para que esse puxão, se eles permitirem, possa ter uma influência sobre o filho. Esse mesmo princípio é verdadeiro para um filho que é fiel com pais rebeldes. Muitos membros da Igreja pensam erroneamente: “Se eu honrar meus convênios, posso salvar meus filhos”. Não, Jesus salva, mas temos que seguir Seu caminho.

Presidente Ashton: Certo.

Élder Bednar: Tenho uma recomendação para todas as pessoas que estão me ouvindo. Sempre que possível, refiram-se ao templo como a Casa do Senhor. O presidente Nelson, no início de seu serviço como presidente, nos ensinou a importância de usarmos o nome correto da Igreja. É diferente quando falamos: “A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias”.

Não há nada de errado em usar a palavra “templo”, mas é diferente quando dizemos a “Casa do Senhor”. Imaginem que vocês estão criando um filho, e templo não é a palavra que ele mais ouve, mas sim “Casa do Senhor”. Isso vai influenciar a criança à medida que ela cresce.

Presidente Ashton: Que grande conselho. Bem, nosso tempo está quase acabando. Há algum outro conselho que você daria aos nossos alunos?

Élder Bednar: Sim. Número um, aproveite todas as oportunidades que a BYU-Pathway lhe proporciona. Acredito que a BYU-Pathway é um dos milagres educacionais da dispensação da plenitude dos tempos para abençoar pessoas em todo o mundo em circunstâncias e condições notavelmente diferentes.

E número dois, o evangelho de Jesus Cristo traz alegria. Enfrentamos muitos desafios grandes e há coisas difíceis a se fazer. Mas, com a ajuda do Senhor, como Seus filhos e Suas filhas por convênio, temos acesso a um poder que nos ajuda a enfrentar e superar todos esses desafios e adversidades. Por isso, não consigo imaginar por que não estaríamos sorrindo a cada segundo de cada minuto de cada dia, sabendo com o que fomos abençoados. Nunca devemos ser casuais ou dar isso como garantido. Mas sempre, todos os dias, devemos expressar nossa sincera gratidão por vivermos nesta época no lugar em que vivemos e por termos acesso às bênçãos do evangelho. Não há palavras para descrever todas as pessoas que, em qualquer idade e lugar, estão usando essa tecnologia incrível para se fortalecer.

Meus amados irmãos e irmãs, foi uma honra passar esses poucos minutos com vocês. E agora quero fazer aquilo que mais amo. Como servo do Senhor, testifico que Deus, o Pai Eterno, é nosso Pai. Somos Seus filhos e Suas filhas, somos irmãos e irmãs. Nosso Pai Celestial é o autor do plano de felicidade. Testifico que isso é verdade.

Jesus, o Cristo, é o Filho Unigênito e Amado do Pai Eterno. Ele é nosso Salvador e Redentor. E com toda a energia de minha alma, testifico que Ele ressuscitou, Ele vive. O Pai e o Filho apareceram a Joseph Smith e deram início à Restauração do evangelho nestes últimos dias. Testifico que a restauração é contínua, está acontecendo hoje, estava acontecendo ontem e acontecerá amanhã.

Todos os dias, todas as semanas, todos os meses e todos os anos até que o Salvador volte. Testifico que a autoridade do sacerdócio foi restaurada à Terra. Todas essas coisas são verdadeiras, presto testemunho de todas essas coisas. Invoco uma bênção muito simples sobre vocês, que se forem bons, seguirem em frente, fizerem as coisas simples que sabem que devem fazer, sempre terão a companhia do Espírito Santo. Vocês serão guiados, protegidos e inspirados. No sagrado nome do Senhor Jesus Cristo, amém.

Presidente Ashton: ́.